A Agência Reguladora de Certificação de Carga e Logística de Angola (ARCCLA) apresentou, no dia 05 de Maio, as conclusões preliminares do Plano Director do Corredor do Lobito, sob a égide do Executivo Angolano, no âmbito do Fórum Angola – União Europeia 2026.
A abertura do Fórum Empresarial do Corredor do Lobito Angola -União Europeia 2026, foi presidida pelo Ministro do Planeamento, Victor Hugo Guilherme e contou com a participação de cerca de 900 entidades nacionais e estrangeiras, incluído o Presidente do Conselho de Administração da ARCCLA, Catarino Fontes Pereira.
A apresentação do Plano Director (PD) foi feita pelo Director do Gabinete de Estratégia, Inovação e Planeamento da ARCCLA, Avelino Chimbulo, no quadro das atribuições estatutárias desta Agência de promoção das actividades e iniciativas de desenvolvimento do Corredor do Lobito.
Na ocasião Avelino Chimbulo esclareceu que a elaboração do PD enquadra-se na visão estratégica do Executivo Angolana, comprometido em garantir que o Corredor do Lobito assuma um papel de referência regional, promovendo a conectividade de Angola com os mercados internacionais.
O PD constitui um ecossistema integrado com um modelo de governança composto por uma vertente institucional e outra operacional, envolvendo países participantes e diversos parceiros estratégicos, em alinhamento com os instrumentos de planeamento de curto, médio e longo prazo, bem como outros instrumentos de desenvolvimento e regulamentares regionais e internacionais.
O responsável sublinhou que o PD está estruturado em três fases principais: Governança, Diagnóstico e Roteiro Efectivo de Desenvolvimento, visando alcançar ganhos progressivos no curto prazo, sendo que as duas primeiras fases já se encontram concluídas.
Relativamente à fase de governança, foi realizado um benchmarking extensivo a nível de corredores africanos e internacionais, com o objectivo de identificar e adoptar as melhores práticas. Neste âmbito, foi igualmente criado um Portal digital (www.corredorlobito.com) para reforçar a interação directa entre as entidades gestoras do Corredor e as partes interessadas.
No que concerne à segunda fase, recentimente finalizada, foi efectuado um diagnóstico socioeconómico e de infra-estruturas, acompanhado da elaboração de um plano estratégico participativo e de uma matriz de actividades económicas, identificando oportunidades de diversificação e desenvolvimento ao longo do Corredor.
O responsável assegurou que, fruto das acções desenvolvidas, o Corredor do Lobito evoluiu de um simples corredor de transporte para um verdadeiro Corredor de Desenvolvimento, contribuindo actualmente para a dinamização da Zona de Comércio Livre na região.
Nesta perspectiva, referiu que a quota de comércio intra regional no total das exportações do continente registou em 2025 comparativamente a 2023, um acrescimento de cerca de 50%, sendo que o Corredor do Lobito deverá desempenhar um papel determinante no reforço da integração económica, à luz do Acordo da Zona de Comércio Livre Continental Africana.
Quanto ao seu potencial estratégico, destacou que o Corredor do Lobito atravessa cinco províncias angolanas, abrangendo cerca de oito milhões de habitantes, o equivalente a aproximadamente 25% da população nacional, assegurando ainda a conectividade com a Zâmbia e a República Democrática do Congo, numa área de influência que totaliza cerca de 20 milhões de habitantes.