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OS CORREDORES DE DESENVOLVIMENTO E A INTEGRAÇÃO REGIONAL NA VISÃO DA ARCCLA 

OS CORREDORES DE DESENVOLVIMENTO E A INTEGRAÇÃO REGIONAL NA VISÃO DA ARCCLA 

A integração regional no âmbito da Zona de Comércio Livre Continental Africana tem vindo a consolidar-se graças à operacionalização dos corredores de desenvolvimento, com destaque para os corredores de Mombaça (Nairóbi–Kampala), o Corredor Norte–Sul (Durban–Lusaka–RDC) e o Corredor do Lobito, caracterizados por uma intensa dinâmica comercial e logística.
Esta visão estratégica foi apresentada pela Agência Reguladora de Certificação de Carga e Logística de Angola (ARCCLA), à margem do 18.º Conselho Consultivo do Ministério dos Transportes, realizado nos dias 23 e 24 de Abril, na província de Malanje.
Ao abordar o tema “Corredores de Desenvolvimento e Integração Regional”, o Director do Gabinete de Estratégia, Inovação e Planeamento da ARCCLA, Avelino Chimbulo, destacou que os corredores africanos têm registado avanços significativos no processo de integração regional, evidenciando uma evolução estimada em cerca de 50% e contribuindo actualmente para aproximadamente 24% das exportações intra-africanas.
A apresentação foi estruturada em quatro eixos fundamentais: Enquadramento Conceptual e Global; Posicionamento Estratégico de Angola; Governação; Sustentabilidade dos Corredores de Desenvolvimento.
A apresentação foi assistida pelos participantes do Conselho Consultivo, com destaque para o Ministro dos Transportes, Ricardo D’Abreu, Secretários de Estado, Presidentes dos Conselhos de Administração, Administradores, Directores, técnicos do sector e parceiros institucionais.
Segundo o director, os corredores económicos focam-se na promoção da competitividade e da transformação produtiva; os corredores comerciais privilegiam a facilitação do comércio; enquanto os corredores de transportes visam aumentar a eficiência logística e a conectividade regional.
Ao debruçar-se sobre o posicionamento de Angola nos corredores de desenvolvimento, Avelino Chimbulo citou o Ministro dos Transportes: “O Corredor do Lobito é um estabilizador global, na medida em que liga economias, reduz distâncias e redefine a lógica das cadeias de valor regionais e globais.”
O responsável salientou ainda que o Corredor do Lobito apresenta elevado potencial para impulsionar o desenvolvimento inter-regional, estendendo-se por cerca de 1.334 quilómetros ao longo de cinco províncias responsáveis por aproximadamente 60% da produção nacional de cereais, criando condições para o desbloqueio de novas cadeias de valor, com particular incidência no sector agrícola.

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